
Os preços do petróleo aumentaram pela quarta semana consecutiva após o anúncio da OPEP de um corte no abastecimento.
O último relatório mostrou que a produção diária média da OPEP foi de 28,8 milhões de barris em março, o que foi 86.000 barris por dia a menos do que a média de fevereiro.
A OPEP também informou em seu relatório que o mercado de petróleo enfrentaria um déficit substancial de fornecimento até o final do ano, que só pioraria com o tempo. O chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, também alertou para um mercado de petróleo mais restrito no segundo semestre do ano, contribuindo ainda mais para preços mais altos.
Um fator adicional de alta para os preços veio da Rússia. Alguns analistas acreditam haver sinais de menor produção. Segundo a Reuters, as exportações da Rússia estão diminuindo, visto que a produção foi relatada como tendo sido reduzida em 700.000 barris por dia.
Se a AIE divulgar uma perspectiva de demanda revisada e a revisão for para baixo, isso poderia limitar temporariamente uma corrida de alta nos preços do petróleo. Por outro lado, os dados mais recentes de importação de petróleo da China mostraram um aumento anual de 22,5% em março, sugerindo que, mesmo se ainda houver sinais de desaceleração econômica, isso não se aplica à China quando se trata de demanda por petróleo.
Outro fator que contribui para preços mais altos do petróleo é o dólar, que vem caindo pela quinta semana consecutiva.
Isso, por sua vez, aumenta a atratividade do petróleo bruto, já que a commodity é amplamente negociada em dólares. Uma queda no dólar reflete expectativas de que o Fed poderá anunciar em breve o fim de seu programa de aumento de taxas, embora a inflação dos EUA ainda esteja acima do nível alvo estabelecido pelo banco central.