O euro e outros ativos de risco receberam um forte impulso após o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmar em uma entrevista que a reunião de política monetária do Fed no próximo mês poderá ser decisiva para determinar a direção de médio prazo do regulador. Assim, assim como Powell na última sexta-feira, Williams insinuou a possibilidade de uma mudança na taxa de juros, embora não tenha especificado qual ação ele apoia pessoalmente.
Williams afirmou em entrevista na quarta-feira que acredita ser essencial que cada reunião seja presencial. Ele acrescentou que, em cada encontro, o objetivo é buscar um melhor equilíbrio de riscos, referindo-se às duas prioridades do Fed: emprego máximo e estabilidade de preços.
Atualmente, muitos investidores apostam em cortes nas taxas de juros na reunião de setembro, após o presidente do Fed, Jerome Powell, declarar na última sexta-feira que os riscos ao emprego estão aumentando e que uma mudança no equilíbrio de riscos pode exigir ajustes na política monetária.
Diante da incerteza sobre as tendências da inflação e as perspectivas de crescimento dos EUA, a decisão do Fed ganha importância especial. Manter uma política monetária restritiva pode desacelerar a economia e até gerar recessão, enquanto uma flexibilização prematura poderia desencadear nova inflação e minar a confiança no banco central.
Nessas condições, o mercado acompanhará atentamente os sinais dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Dados econômicos a serem divulgados hoje e amanhã, incluindo informações sobre crescimento e inflação, assim como as previsões antes da reunião, também serão analisados em busca de pistas sobre o rumo do Fed. A maioria dos economistas acredita que o banco central agirá com cautela e de forma gradual, tomando decisões baseadas em dados e considerando as possíveis repercussões para a economia global.
Williams também afirmou que o nível atual da taxa é "moderadamente restritivo", o que indica que o Fed poderia reduzir os juros mantendo algumas medidas restritivas no futuro. O presidente do Fed de Nova York acrescentou ao final da entrevista que o desemprego continua baixo, mas alguns indicadores, como contratações, mostram uma leve desaceleração, enquanto o crescimento salarial ainda reflete a resiliência do mercado de trabalho.
No panorama técnico do EUR/USD, os compradores precisam se concentrar em conquistar o nível de 1,1660 para que um avanço até 1,1700 se torne possível. A partir daí, o par poderia subir para 1,1740, embora seja difícil superar esse patamar sem o suporte de grandes players. O alvo mais distante permanece em 1,1780. Caso haja uma queda, espero que a atividade compradora se intensifique apenas próximo a 1,1620. Se esse suporte não se confirmar, o mais prudente é aguardar um reteste da mínima em 1,1575 ou considerar entradas longas a partir de 1,1530.
Já no GBP/USD, os compradores da libra precisam romper a resistência mais próxima em 1,3525. Somente a partir desse ponto seria possível avançar em direção a 1,3560, embora superar esse nível ainda represente um desafio. O alvo mais distante é 1,3590. Em caso de queda, os vendedores tentarão assumir o controle em 1,3485. Se conseguirem, a quebra dessa faixa poderá pressionar o GBP/USD para a mínima de 1,3450, com possibilidade de extensão até 1,3420.