Ontem, os índices de ações fecharam com mais um avanço. O S&P 500 subiu 0,62%, enquanto o Nasdaq 100 ganhou 0,65%. O Dow Jones Industrial Average fortaleceu-se 0,99%.

O índice global de mercados acionários recuou 0,1% na quarta-feira, após quatro sessões consecutivas de alta que o levaram a uma máxima histórica. Na Ásia, os mercados caíram 0,5% depois de um rali que marcou o melhor início de ano já registrado. Os índices japoneses cederam 1%, pressionados por novas restrições impostas pela China às exportações. Em um ambiente de sentimento mais cauteloso, os futuros dos índices europeus e norte-americanos apontaram leves perdas após a abertura. Já os títulos do Tesouro dos EUA avançaram marginalmente, com o rendimento do papel de referência de 10 anos recuando um ponto-base, para 4,16%.
As commodities também registraram quedas expressivas: a platina despencou 7%, a prata caiu 3,3% e o ouro recuou 1%. O petróleo perdeu força depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Venezuela entregaria até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. O níquel, por sua vez, devolveu parte dos ganhos após registrar, na terça-feira, sua maior alta em mais de três anos na Bolsa de Londres.
As tensões nas relações entre China e Japão voltaram ao centro das atenções. Apesar do otimismo em torno da inteligência artificial e das expectativas de afrouxamento monetário pelo Fed, fatores que impulsionaram os mercados globais a novas máximas, os traders seguem cautelosos. Os indicadores econômicos dos EUA previstos para esta semana devem testar a solidez desse otimismo.
A Amova Asset Management afirmou que o caminho à frente tende a ser mais desafiador do que os mercados atualmente precificam, observando que fortes tensões geopolíticas globais vêm sendo, na prática, relegadas a segundo plano pelos investidores.

Como mencionado anteriormente, Pequim apertou os controles sobre as exportações para o Japão de bens que podem ser potencialmente utilizados para fins militares, marcando mais uma escalada nas tensões diplomáticas entre os dois países asiáticos em torno de Taiwan. A China anunciou a medida tanto para audiências domésticas quanto internacionais, ressaltando que detém o controle sobre os direitos de extração de terras raras. O fato de Pequim ter sinalizado essa postura antes de impor sanções efetivas indica que o mercado tende a não interpretar a decisão como um gatilho imediato para vendas em pânico após a entrada em vigor das restrições.
No que diz respeito à perspectiva técnica do S&P 500, a tarefa imediata dos compradores hoje é superar a resistência mais próxima em 6.946 pontos. Um rompimento acima desse nível sinalizaria novo potencial de alta e abriria caminho para 6.961. Outro objetivo relevante para os touros é consolidar o controle acima de 6.975, o que fortaleceria o viés de alta. Em caso de movimento de baixa, associado a uma redução no apetite por risco, os compradores devem defender a região em torno de 6.930. Uma quebra abaixo desse patamar poderia empurrar o índice rapidamente de volta para 6.914 e abrir espaço para uma queda até 6.896.