Hoje, o ouro esteve sob pressão diante do fortalecimento do dólar americano, das preocupações com uma possível reação do Federal Reserve e das expectativas de manutenção de taxas de juros mais elevadas por mais tempo. A pressão sobre o metal também se intensificou com a forte alta dos preços do petróleo, que alimenta temores inflacionários nos EUA e aumenta a probabilidade de o Fed manter as taxas inalteradas por um período prolongado.

O preço do ouro recuou para US$ 5.136 por onça, enquanto a prata é negociada em torno de US$ 84,53 por onça. Ainda assim, os metais preciosos recuperaram parcialmente as perdas após relatos sobre uma liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo.
O fortalecimento do dólar costuma exercer pressão negativa sobre o ouro, pois torna o metal mais caro para investidores que operam em outras moedas. Ao mesmo tempo, as expectativas de taxas de juros elevadas por um período prolongado nos Estados Unidos, impulsionadas por pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo, também reduzem a atratividade do ouro, que não oferece rendimento. Essa combinação de fatores exerce pressão adicional sobre o preço do metal precioso.
Apesar da tendência de queda, o ouro encontrou algum suporte após a decisão de coordenar a liberação de reservas estratégicas de petróleo. A medida, adotada por várias grandes economias, busca estabilizar os preços da energia e aliviar preocupações com novas pressões inflacionárias. A recuperação parcial das perdas após essa notícia demonstra a sensibilidade do mercado de ouro às dinâmicas do petróleo e às expectativas de política monetária.
Além disso, a China continua ampliando suas compras de ouro, apesar dos níveis elevados de preços. Esse movimento sugere uma estratégia de longo prazo de Pequim para diversificar suas reservas internacionais e reduzir a dependência do dólar americano. Em meio à incerteza econômica global e às tensões geopolíticas, o ouro segue sendo visto como um ativo de refúgio confiável.
As compras de ouro por entidades estatais e privadas chinesas ocorrem em um contexto de forte demanda também por parte de bancos centrais de diversos países. Esse processo cria uma dinâmica de retroalimentação: preços elevados não reduzem significativamente a procura, enquanto a demanda persistente continua sustentando os preços do metal.

Em relação ao panorama técnico atual do ouro, os compradores precisam recuperar a resistência mais próxima, em US$ 5.137. Isso lhes permitirá atingir o alvo de US$ 5.223, acima da qual será bastante difícil romper. A meta mais distante será a área de US$ 5.317. Se o ouro cair, os vendedores tentarão assumir o controle de US$ 5.051. Se forem bem-sucedidos, romper essa faixa representará um golpe significativo para as posições dos compradores e levará o ouro a uma baixa de US$ 4.975, com potencial para atingir US$ 4.893.