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FX.co ★ Petróleo a 200 dólares o barril? Por que não?

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Forex Analysis:::2026-03-17T14:41:07

Petróleo a 200 dólares o barril? Por que não?

Donald Trump afirma que os preços do petróleo devem cair em breve. Já o Irã alerta que eles podem chegar a US$ 200 por barril. A julgar pelos acontecimentos no Oriente Médio, o segundo cenário parece mais plausível. O Brent fechou acima do nível psicológico de US$ 100 pela terceira vez em três dias. O conflito já entra em sua terceira semana, sem sinais de um desfecho próximo.

No início do conflito, os investidores compararam a situação ao verão de 2025, quando os ataques ao Irã duraram 12 dias, e a 2022. Há quatro anos, a guerra na Ucrânia levou o Brent acima de US$ 133/barril. Naquele período, os analistas discutiam a possível exclusão da Rússia, então o maior produtor mundial dos mercados. A produção russa era de cerca de 10 milhões de barris por dia, com aproximadamente um terço desse volume destinado à Europa. Um embargo da União Europeia ao petróleo russo poderia gerar um déficit de cerca de 3 milhões de barris por dia, impulsionando fortemente os preços.

Tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz

Petróleo a 200 dólares o barril? Por que não?

Hoje, as perdas são significativamente maiores. Antes da guerra, cerca de 20 milhões de barris por dia (b/d) transitavam pelo Estreito de Ormuz; em março, os fluxos encolheram quase 95%. O que ainda passa pela principal artéria petrolífera do mundo é, em grande parte, petróleo iraniano. De fato, alguns petroleiros da Índia conseguiram carregar cargas, o que provocou uma queda momentânea do Brent, mas esses embarques foram resultado de um acordo entre Teerã e Nova Délhi.

O Iraque tenta soluções semelhantes, mas sua produção de petróleo despencou de 4,4 milhões b/d para 1,2 milhão b/d. Quando as exportações são interrompidas, os estoques se acumulam e a produção precisa ser reduzida. As perdas dos EAU aumentaram de 500–800 mil b/d na semana anterior para 1,5 milhão b/d. A produção do Kuwait caiu cerca de 1,3 milhão b/d.

Trump está sob pressão, instando outros países a se unirem aos navios de guerra dos EUA na escolta de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. A maioria dos aliados recusa. A Alemanha deixou claro: não é a sua guerra e não participará.

Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA ameaça bombardear a infraestrutura do Irã na Ilha de Kharg, por onde passa cerca de 95% do petróleo do país. No entanto, tais ataques poderiam impulsionar os preços ainda mais. Enquanto algum volume ainda transitar por Ormuz, o déficit de oferta não será extremo — mas essa janela está se fechando rapidamente.

Petróleo a 200 dólares o barril? Por que não?

A magnitude desta catástrofe supera em muito a registrada no início de 2022, após o início da guerra na Ucrânia. O único fator atenuante é que o mercado já se encontrava claramente em baixa antes do conflito. A AIE afirma que pode liberar 400 milhões de barris das reservas estratégicas — mas isso é apenas parte da história; na verdade, até 1,4 bilhão de barris poderiam ser mobilizados, se necessário.

Quadro técnico

No gráfico diário, o Brent apresenta uma clara tendência de alta. As retrações parecem ser de curta duração e devem ser aproveitadas para abrir posições compradas no petróleo de referência do Mar do Norte. Metas iniciais: US$ 110 e US$ 120 por barril.

Analyst InstaForex
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