Enquanto a moeda única europeia perde rapidamente força frente ao dólar americano, economistas estimam que a zona do euro registrará, neste mês, o maior aumento da inflação desde o início da operação militar da Rússia na Ucrânia em 2022.

Os dados econômicos mais importantes da Alemanha serão divulgados amanhã. A inflação de março pode subir até 1,1 ponto percentual. De acordo com estimativas preliminares oficiais, os preços ao consumidor para todo o mês de março — após o ataque dos EUA ao Irã — devem avançar cerca de 0,7 ponto percentual, o que implicaria uma taxa anual em torno de 2,6%. Já o núcleo da inflação, excluindo energia e outros itens voláteis, deve permanecer próximo de 2,4%. Os números serão publicados na terça-feira, após os relatórios das maiores economias da região.
A última vez que a região registrou um aumento mais expressivo da inflação foi há quatro anos, no mesmo período, quando o mercado de gás enfrentou fortes disrupções; naquela ocasião, o avanço do CPI foi significativamente maior, cerca de 1,5 ponto percentual.
As lembranças daquela crise — quando o Banco Central Europeu reagiu de forma lenta — levam agora os formuladores de política a agir com maior rapidez, se necessário, possivelmente com um aumento das taxas de juros já no próximo mês. Vários membros do BCE sinalizaram essa possibilidade recentemente.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, alertou que a recuperação dos danos à infraestrutura de petróleo e gás na região poderá levar meses e que, mesmo que o conflito terminasse imediatamente, os preços do petróleo dificilmente retornariam aos níveis anteriores no curto prazo.
Uma crise generalizada do custo de vida agora parece improvável. No entanto, um cenário mais pessimista — marcado por um conflito prolongado e preços de energia persistentemente elevados — pode levar a pelo menos três aumentos de juros pelo Banco Central Europeu e empurrar a região para uma recessão técnica.
Apesar dos apelos da Casa Branca por negociações, os confrontos continuam: Irã e Israel seguem trocando ataques com mísseis, enquanto os ataques a países do Golfo se intensificaram.
As projeções de inflação para a zona do euro variam, de acordo com diferentes pesquisas, entre cerca de 2% — meta do BCE — e 3,1%. Os dados a serem divulgados na terça-feira podem trazer maior clareza ao cenário.
Análise técnica para o EUR/USD
Os compradores agora precisam recuperar o nível de 1,1520. Somente isso permitirá um teste de 1,1555. A partir daí, o par pode subir até 1,1585, mas será difícil alcançar esse nível sem o apoio de grandes players. O alvo de alta mais distante está em 1,1630.
Por outro lado, espero um interesse significativo dos compradores apenas na região de 1,1485. Se não houver compras nesse nível, o mais prudente será aguardar uma nova mínima em 1,1445 ou considerar abrir posições de compras a partir de 1,1410.
Perspectiva para o GBP/USD
Os compradores da libra precisam romper a resistência mais próxima em 1,3285. Isso abriria espaço para um avanço em direção a 1,3310, nível cuja superação tende a ser mais desafiadora. O próximo alvo de alta está em torno de 1,3340.
Por outro lado, os vendedores tentarão assumir o controle na região de 1,3255. Caso esse nível seja rompido, isso poderá pressionar significativamente as posições de compras e levar o GBP/USD até 1,3230, com potencial de extensão até 1,3200.