
A forte alta dos preços de energia e as interrupções nas cadeias de suprimento causadas pela guerra com o Irã aumentaram a probabilidade de inflação mais elevada e crescimento mais lento, levando os formuladores de política a sinalizar disposição para aguardar. No entanto, os dados recentes de inflação nos EUA não foram tão negativos quanto muitos temiam. Ao mesmo tempo, espera-se que o Federal Open Market Committee mantenha sua taxa básica na faixa de 3,5%–3,75% pela terceira reunião consecutiva.
Essa postura cautelosa do banco central reflete um cenário econômico complexo, no qual as pressões inflacionárias persistem, mas não em um nível que exija medidas emergenciais. A moderação no ritmo de crescimento da inflação ao consumidor traz alguma perspectiva de estabilização, mas a instabilidade geopolítica e seus impactos sobre os mercados de energia continuam sendo fontes relevantes de incerteza.
Os investidores irão analisar atentamente cada movimento do Federal Reserve na tentativa de antecipar os próximos passos. A manutenção da taxa pode ser interpretada como um sinal de que a autoridade monetária não deseja correr o risco de estimular a economia prematuramente — ou, por outro lado, de restringi-la em excesso. Isso cria um período de espera, no qual o mercado reavaliará o equilíbrio entre os riscos inflacionários e a necessidade de sustentar o crescimento.
Na coletiva de imprensa, que provavelmente será a última de Jerome Powell como presidente do Federal Reserve, os investidores buscarão indícios sobre por quanto tempo o Fed pretende manter sua postura de "esperar para ver". De forma ainda mais relevante, estarão atentos às declarações de Powell sobre seu próprio futuro no banco central. O atual presidente já indicou que pode permanecer como membro do Conselho de Governadores após o término de seu mandato em 15 de maio.
Uma coletiva de imprensa de Jerome Powell acontecerá após a divulgação do comunicado da reunião.
Powell quase certamente será questionado sobre como os recentes eventos políticos podem afetar sua decisão de permanecer ou deixar o Federal Reserve. Isso está relacionado a processos conduzidos pelo US Department of Justice. A recente decisão da promotora distrital Jeanine Pirro de encerrar a investigação criminal envolvendo o Fed pode abrir caminho para que o indicado do presidente Donald Trump, Kevin Warsh, assuma a presidência do banco central. No entanto, isso não garante a saída do atual presidente. Muitos participantes do mercado acompanham a situação de perto, dado o forte pressão de Trump sobre o Fed para reduzir agressivamente as taxas de juros.
A unanimidade dentro do Fed também parece improvável. O diretor Steven Miran pode novamente discordar da decisão da maioria, como tem feito em todas as reuniões desde que ingressou na instituição em setembro do ano passado.
Quadro técnico do EUR/USD
Os compradores agora precisam romper a região de 1,1720. Somente isso abriria espaço para um alvo em 1,1752. A partir daí, o par pode avançar até 1,1791, mas será difícil alcançar esse nível sem o apoio de grandes players. O alvo mais distante está em 1,1822. Em caso de queda, espero uma atuação mais significativa dos compradores apenas na região de 1,1690. Se não houver interesse comprador nesse nível, o mais prudente será aguardar um novo fundo em 1,1670 ou considerar compras a partir de 1,1640.
Quadro técnico do GBP/USD
Os compradores da libra precisam romper a resistência mais próxima em 1,3520. Somente isso permitiria um avanço até 1,3550, nível acima do qual o rompimento tende a ser mais difícil. O alvo mais distante está póximo de 1,3585.
Em caso de queda, os vendedores tentarão assumir o controle na região de 1,3490. Se conseguirem, o rompimento dessa faixa representará um golpe significativo para os compradores, podendo levar o par GBP/USD até 1,3470, com possibilidade de extensão até 1,3445.