O padrão de ondas no gráfico de 4 horas do EUR/USD passou por alguns ajustes. Ainda não há indícios de que o segmento de tendência de alta (mostrado no gráfico inferior), iniciado em janeiro do ano passado, tenha sido invalidado. No entanto, a estrutura da tendência assumiu agora um caráter corretivo. Em uma perspectiva mais ampla, pode ocorrer o desenvolvimento de uma onda C, cuja mínima deverá ficar abaixo da mínima da onda A.
Neste momento, é difícil acreditar em uma queda tão expressiva do euro. No entanto, o primeiro trimestre de 2026 demonstrou que os acontecimentos geopolíticos podem alterar drasticamente o sentimento do mercado e reverter tendências estabelecidas.
Em um período gráfico menor, identifico uma estrutura corretiva clássica de três ondas de alta. Após a conclusão dessa estrutura, começou a se desenvolver um novo segmento de tendência de baixa que, logicamente, deverá assumir uma forma impulsiva. Se essa hipótese estiver correta, poderemos ver a formação de uma estrutura de cinco ondas dentro da onda C de grau superior, com alvo abaixo do nível de 1,1400.
Existem fundamentos suficientes para justificar uma valorização tão forte do dólar norte-americano? Não de forma definitiva. No entanto, o mercado está gradualmente perdendo a confiança na possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, o que vem dando suporte aos vendedores.
Notícias positivas surgiram nesta terça-feira
O EUR/USD avançou 15 pontos na sessão de terça-feira, enquanto a movimentação dos preços permaneceu relativamente limitada. A sessão norte-americana ainda não havia terminado e, normalmente, esse é o período de maior atividade do mercado. Contudo, nas últimas semanas, movimentos mais expressivos no mercado cambial tornaram-se cada vez mais raros, e tendências sustentadas praticamente desapareceram.
Como mostra o gráfico acima, a suposta onda 4 continua em desenvolvimento há duas semanas. Nesse período, o euro oscilou menos de 100 pontos. Hoje, a zona do euro divulgou um importante relatório de inflação referente a maio, potencialmente capaz de impulsionar a demanda pela moeda única. Em vez disso, os traders demonstraram mais uma vez pouco interesse em qualquer fator que não estivesse relacionado aos acontecimentos geopolíticos.
De acordo com a estimativa preliminar, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da zona do euro subiu para 3,2% em maio na comparação anual. A inflação subjacente avançou para 2,5%, superando as expectativas do mercado. Portanto, as pressões inflacionárias na zona do euro continuam aumentando, apesar dos sinais de moderação observados em alguns países, como a Alemanha.
Isso sugere que o Banco Central Europeu (BCE) está mais próximo de retomar o ciclo de aperto monetário. Essa não é apenas uma avaliação pessoal. Isabel Schnabel, por exemplo, tem defendido repetidamente que o Conselho do BCE aprove um aumento das taxas de juros na reunião de junho. Em sua avaliação, a inflação está se tornando cada vez mais difícil de controlar, enquanto o conflito no Oriente Médio e o bloqueio do Estreito de Ormuz tendem a elevar os preços da energia, provocando uma nova aceleração inflacionária.
Consequentemente, o BCE deveria agir agora. No entanto, embora o banco central possa estar preparado para isso, o mercado parece menos convencido. A demanda pelo euro mudou pouco nesta terça-feira, e o EUR/USD continua mais próximo de uma nova queda do que de uma retomada consistente da alta.
Conclusões Gerais
Com base na minha análise do EUR/USD, concluo que o instrumento permanece dentro do segmento mais amplo da tendência de alta (mostrado no gráfico inferior), enquanto, no curto prazo, continua a desenvolver uma estrutura corretiva.
Atualmente, a onda 5 pode estar se formando como parte da onda C. Se a contagem atual de ondas estiver correta, toda a estrutura da onda C poderia, em última instância, se estender bem abaixo do nível de 1,1400. No entanto, tal queda substancial exigiria forte apoio de desenvolvimentos geopolíticos. Caso contrário, a sequência de ondas de baixa pode ser truncada e se completar apenas ligeiramente abaixo do nível de 1,1600.
No gráfico superior, um segmento de tendência de alta permanece visível, seguido pela formação de uma estrutura de ondas corretivas. No curto prazo, espera-se que a onda C se desenvolva com alvos em torno de 1,1352, correspondendo ao nível de retração de Fibonacci de 38,2%. Assim que a estrutura A-B-C for concluída, uma nova tendência de alta de longo prazo poderá começar a se formar.
Princípios fundamentais da minha análise
- As estruturas de ondas devem ser simples e fáceis de interpretar. Estruturas complexas são difíceis de negociar e frequentemente sofrem revisões.
- Se você estiver inseguro quanto às condições do mercado, é melhor ficar fora do mercado.
- É impossível ter certeza absoluta sobre a direção futura dos preços. Sempre utilize ordens de Stop Loss como proteção.
- A análise de ondas pode ser combinada com outras formas de análise e estratégias de negociação.
