Ontem, os índices de ações dos EUA encerraram o dia com resultados mistos. O S&P 500 caiu 0,26%, e o Nasdaq 100 recuou 0,41%. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,41%.

Os mercados voltaram a ficar sob pressão, registrando o quarto dia de queda em cinco sessões. O índice MSCI Ásia-Pacífico caiu 1,6%, e o KOSPI da Coreia do Sul perdeu mais de 4%. Os futuros dos índices norte-americanos recuam cerca de 0,2% nesta quarta-feira, após a sessão volátil de terça-feira em Wall Street. O ouro caiu cerca de 2%, para abaixo de US$ 4.200 por onça. O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos avançou dois pontos-base, para 4,53%. Já os rendimentos dos títulos de dois anos atingiram o nível mais alto em mais de um ano.
Todos os olhos estão voltados para a divulgação, esta noite, dos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos EUA referentes a maio. O consenso aponta para uma inflação anual de 4,2%, ante 3,8% em abril. Já a inflação subjacente é projetada em 2,9%, ante 2,8% no mês anterior. Para o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, que presidirá sua primeira reunião do FOMC nos dias 16 e 17 de junho, o resultado do IPC será o primeiro grande teste de sua política monetária. Se o indicador vier acima das expectativas, será extremamente difícil convencer os mercados de que cortes de juros continuam sendo uma possibilidade.
O mercado de títulos já está tirando suas próprias conclusões. Os operadores estão se posicionando ativamente para a possibilidade de vários aumentos da taxa de juros pelo Fed nos próximos meses; alguns já preveem uma alta em setembro. O National Australia Bank afirmou ontem que o FOMC provavelmente abandonará, na próxima semana, a linguagem que sugere flexibilização monetária, e Warsh corre o risco de adotar uma postura mais firme do que o mercado espera. Quanto mais tempo a economia permanecer resiliente em meio à aceleração da inflação, maior será a pressão sobre o Fed para agir.
A geopolítica está aumentando o nervosismo. Os EUA realizaram novos ataques aéreos contra o Irã após a derrubada de um helicóptero militar norte-americano. O petróleo reagiu pouco: o Brent recuperou parcialmente as perdas de terça-feira e fechou perto de US$ 92 por barril. No entanto, o Estreito de Ormuz permanece efetivamente bloqueado, e as negociações seguem paralisadas. Para o Fed, isso significa que o choque nos preços da energia não desaparecerá nos próximos meses, reduzindo a margem para uma pausa na política monetária a cada nova manchete.

Tecnicamente, a análise do S&P 500 sugere que a tarefa imediata para os compradores hoje é superar o nível de resistência de US$ 7.355. Isso confirmaria a tendência de alta e abriria caminho para US$ 7.381. Manter o controle acima de US$ 7.404 reforçaria ainda mais as posições dos compradores. No lado negativo, os compradores precisam defender os US$ 7.339. Uma quebra abaixo desse nível provavelmente empurraria o índice de volta para US$ 7.319 e abriria caminho para US$ 7.300.