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FX.co ★ O dólar esbarra nos limites da própria valorização

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Forex Analysis:::2026-07-03T16:41:56

O dólar esbarra nos limites da própria valorização

Ninguém atua sozinho. Kevin Warsh aprendeu isso na prática: o presidente do Federal Reserve pode desejar cortar os juros, mas o Conselho de Governadores não é obrigado a seguir sua orientação. "Ele tem um Conselho de Governadores que pode ser um pouco hostil", admitiu Donald Trump, normalmente generoso nos elogios ao seu protegido.

As declarações do presidente coincidiram com uma nova divisão entre os estrategistas cambiais: alguns consideram o dólar americano sobrecomprado, enquanto outros o enxergam como o principal ativo para a segunda metade do ano. Credit Agricole, Morgan Stanley, TD Securities e Eurizon SLJ Capital estão entre os que divergem do consenso de mercado. Na visão dessas instituições, os especuladores já extraíram praticamente tudo o que podiam do rali do dólar: as posições compradas na moeda americana atingiram o nível mais extremo dos últimos dezoito meses.

Dinâmica das posições especulativas em dólar americano

O dólar esbarra nos limites da própria valorização

O dólar parece sobrecomprado e sobrevalorizado, e o Fed pode não ser tão hawkish (inclinado a manter uma política monetária restritiva) quanto o mercado de juros espera", observa o Crédit Agricole.

No entanto, a maioria dos bancos vê a situação de forma diferente. JPMorgan, Bank of America, Goldman Sachs e HSBC continuam apostando na força do dólar, e o HSBC chegou a afirmar que apostar contra a moeda americana pode ser um dos maiores erros do segundo semestre do ano.

Na prática, a divergência não está tanto nos fundamentos, mas em quanto da valorização já foi precificada pelo mercado. Os céticos não negam a força do dólar; eles acreditam que o mercado já incorporou esse movimento, enquanto o Fed se prepara para fazer uma pausa.

As estatísticas do mercado de trabalho também alimentam esse debate. A economia dos Estados Unidos criou apenas 57 mil empregos em maio, ante uma expectativa de 115 mil, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,2% — mas apenas porque a força de trabalho encolheu, e não devido ao aumento das contratações. A média de 92 mil empregos nos últimos seis meses ainda está próxima dos melhores níveis observados nos últimos dois anos, o que faz com que membros mais hawkish e mais dovish do Fed interpretem os mesmos números de maneiras bastante diferentes.

Enquanto isso, a Casa Branca intensifica a pressão sobre a independência do banco central. A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu que Lisa Cook permanecesse no Conselho de Governadores do Fed, apesar das tentativas de Donald Trump de removê-la. Além disso, o conselheiro Kevin Hassett criticou Jerome Powell por sua relutância em deixar o comando do Federal Reserve.

O euro observa toda essa turbulência à distância e não tem pressa para comemorar. O diferencial de juros entre o BCE e o Fed ainda favorece o dólar, enquanto os dados fracos da zona do euro não oferecem sustentação própria à moeda única. Assim, o EUR/USD sobe não por força do euro, mas pelas dúvidas em relação ao dólar.

O dólar esbarra nos limites da própria valorização

Para o EUR/USD, toda essa discórdia significa uma coisa: enquanto Washington se debate com suas disputas internas, o par de moedas não pode contar com uma retórica inequivocamente "hawkish" ou "dovish". Será que a queda do dólar vai se retomar no segundo semestre do ano?

Tecnicamente, no gráfico diário, o EUR/USD está traçando um padrão de reversão 1-2-3. Faz sentido aumentar as posições de compras abertas a partir de 1,1375 caso o par consiga romper a resistência pivô em 1,1475. Os níveis-alvo são 1,1540 e 1,1620 — sendo que o primeiro representa o valor justo.

Analyst InstaForex
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