
Hoje, os índices continuaram sendo negociados próximos às máximas históricas, com os mercados asiáticos acompanhando a alta de Wall Street após os dados fracos do mercado de trabalho dos EUA reduzirem as expectativas de uma alta dos juros pelo Fed. Os futuros dos índices acionários americanos avançaram ligeiramente na abertura, depois de o S&P 500 fechar na sexta-feira em uma máxima histórica. Os futuros do Nasdaq subiram 0,3%, enquanto o índice MSCI Asia Pacific avançou 0,6%.
Um fator importante para os mercados foi a forte mudança nas expectativas em relação à política monetária. A probabilidade de uma alta dos juros na reunião do Fed em setembro caiu agora para cerca de 45%, ante 64% uma semana antes. Os rendimentos dos Treasuries permaneceram praticamente inalterados após a alta de sexta-feira, mantendo-se em 4,65%, enquanto o dólar se fortaleceu moderadamente em relação à maioria das moedas.
Diante dessa perspectiva mais favorável, o JPMorgan elevou sua projeção de fim de ano para o S&P 500 de 7.800 para 8.000 pontos. O banco citou a forte temporada de resultados e a monetização da inteligência artificial pelas grandes empresas, que está ocorrendo em um ritmo mais rápido do que o esperado e impulsionando as projeções de lucros. Isso representa uma mudança significativa no discurso após um mês em que os mercados vinham questionando justamente os retornos dos investimentos em IA.
Enquanto isso, o mercado de petróleo continua sendo impulsionado por suas próprias dinâmicas, condicionado pela incerteza em torno do Estreito de Ormuz. Os preços subiram 1,7%, uma vez que Irã e Omã continuam sem conseguir chegar a um acordo sobre a retomada das operações no estreito, enquanto militantes houthis reivindicaram a responsabilidade por um ataque a uma refinaria de petróleo saudita próxima ao Mar Vermelho. O ouro permaneceu estável em torno de US$ 4.350 por onça, após registrar sua maior alta semanal desde janeiro.
A atenção agora se volta para os dados de inflação ao consumidor dos EUA, que serão divulgados nesta semana e deverão fornecer uma direção mais clara para os próximos passos do Fed. Os dados de inflação, e não mais os dados de emprego, estão se tornando o fator decisivo para a decisão de setembro, especialmente considerando que três presidentes regionais do Federal Reserve já defenderam uma alta imediata dos juros na reunião de julho.

No que diz respeito ao panorama técnico do S&P 500, a principal tarefa dos compradores hoje será superar o nível de resistência mais próximo, de US$ 7.774. Isso daria suporte às altas e abriria a possibilidade de um avanço em direção a US$ 7.793. Igualmente importante para os otimistas será manter o controle acima de US$ 7.810, o que fortaleceria as posições dos compradores. No caso de um movimento de baixa em meio a um apetite de risco reduzido, os compradores deverão defender a área de US$ 7.756. Uma quebra abaixo desse nível levaria rapidamente o instrumento de volta aos US$ 7.737 e abriria caminho para os US$ 7.718.