
Como se sabe, nesta semana, Donald Trump lançou uma "nova campanha militar" contra o Irã. Ao que parece, o presidente dos EUA abandonou a ideia de um bloqueio econômico, já que, ao longo da última semana, os mercados não receberam nenhuma nova informação nesse sentido. A proposta de estrangulamento financeiro nunca ganhou força: a maioria dos parceiros comerciais do Irã são rivais dos Estados Unidos ou não estão dispostos a colaborar, e há poucas perspectivas de que a China siga essa linha.
Em vez disso, Trump voltou à ação militar e retomou os ataques contra o Irã — uma medida que descreveu como justificada depois que o Irã atacou dois petroleiros no Estreito de Ormuz na segunda-feira. Na quarta-feira, o presidente afirmou que a nova campanha não duraria muito. Segundo ele, o Irã vinha desenvolvendo novos sistemas de mísseis e tentando reconstruir alvos destruídos pelos ataques anteriores dos EUA, e as forças militares americanas estariam impedindo Teerã de reconstruir suas capacidades e colocar novas armas em operação.
Trump também afirmou que as forças dos EUA destruíram todos os novos equipamentos que o Irã estava tentando posicionar ao longo do estreito, tanto sistemas defensivos quanto ofensivos, e advertiu que estão prontas para atacar novamente a qualquer momento. Vale lembrar que, seis meses atrás, Trump também havia descrito a operação como uma ação de "duas semanas".
O presidente prosseguiu, sugerindo que o Estreito de Ormuz pertence aos Estados Unidos, e chegou a propor que fosse renomeado como "Estreito de Trump". Ele sugeriu que, agora que o estreito estaria sob controle total dos EUA, talvez fosse melhor renomeá-lo como "Estreito de Trump", afirmando que seria melhor do que nunca. O comentário foi alvo de ridicularização e apontou para um padrão mais amplo: Trump frequentemente apresenta a ordem internacional como algo que somente os Estados Unidos podem definir.

Diante de tudo isso, surge uma questão inevitável: se Trump realmente pretende aniquilar o Irã, por que ainda não o fez? Seria uma questão de falta de munições ou isso seria apenas uma estratégia de pressão retórica permanente?
Se for esta última hipótese, a credibilidade das ameaças de Trump está claramente se deteriorando. Teerã prometeu retaliação e afirmou que fará os Estados Unidos "pagarem" pelos ataques mais recentes, de modo que uma nova escalada parece provável.
O petróleo Brent está novamente se aproximando de US$ 100 por barril, e a geopolítica mais uma vez está dando suporte ao dólar.
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