Recentemente, os membros do Parlamento Europeu Stephanie Yon-Courten, da França, e Rene Repasi, da Alemanha, levantaram preocupações sobre a possível violação da Lei de Mercados Digitais (DMA) da União Europeia pela App Store da Apple. A App Store anunciou novos termos para sua operação na UE, afirmando estar comprometida em cumprir a legislação recém-introduzida do DMA.
Inicialmente, a Apple propôs que os desenvolvedores escolhessem entre os termos existentes e as novas condições. De acordo com os novos termos, os aplicativos baixados mais de 1 milhão de vezes devem pagar à Apple uma Taxa de Tecnologia (CTF) adicional de € 0,5 por usuário. Os legisladores da UE criticam essa abordagem, considerando os novos termos tão prejudiciais que muitos desenvolvedores prefeririam permanecer no atual sistema considerado injusto.
Yon-Courten e Repasi argumentam que a implementação desse esquema pela Apple coloca os desenvolvedores em uma posição difícil, obrigando-os a escolher entre opções desvantajosas. Atualmente, os desenvolvedores não podem se beneficiar do DMA, e os novos termos também são inadequados, pois "quaisquer benefícios estão condicionados ao pagamento de taxas exorbitantes". Em janeiro, foi revelado que a Apple havia persuadido os representantes da UE a não aplicarem a Lei de Mercados Digitais aos iPads. Relatórios anteriores indicavam que, a partir de 5 de março de 2024, a corporação precisaria alinhar as operações do iOS com os requisitos da DMA.