Sam Bankman-Fried, ex-CEO da plataforma de criptomoedas FTX, foi condenado a 25 anos de prisão, marcando uma mudança drástica de líder de inovações na bolsa de criptomoedas para condenado.
O Tribunal Federal de Manhattan considerou suas práticas de gerenciamento da bolsa de criptomoedas, que levaram ao seu fracasso espetacular, menos do que admiráveis.
Aparentemente, a fraude de mais de US$ 8 bilhões não foi vista com bons olhos pelo judiciário. O promotor Damian Williams, de Manhattan, descreveu as ações de Bankman-Fried como "uma das maiores fraudes financeiras da história". O réu admitiu ter tomado "decisões egoístas" das quais agora se arrepende. A defesa afirmou que apelaria da condenação e sentença, o que indica que, para alguém acostumado com os altos riscos do mercado de criptomoedas, recorrer de uma decisão judicial pode parecer relativamente simples. Sua defesa buscou uma sentença mais branda de 6,5 anos, destacando sua "neurodiversidade" e "bondade", possivelmente esperando que o juiz reconhecesse as boas intenções por trás do caos das criptomoedas.
Entretanto, Bankman-Fried recebeu uma sentença de 25 anos para refletir sobre a vida e a natureza volátil da criptomoeda. Enquanto isso, a FTX, antes avaliada em US$ 32 bilhões no auge do mercado de criptomoedas, agora serve como uma advertência sobre má gestão financeira. A Forbes estima que o patrimônio líquido de Bankman-Fried despencou de US$ 26,5 bilhões para zero, tornando-o talvez a "montanha-russa financeira" mais cara já testemunhada.