O universo dos ativos digitais está passando por um momento de incerteza, com crescente preocupação em relação ao surgimento de ativos potencialmente inativos, denominados "ativos zumbis". Conforme relatórios da Forbes, diversas moedas virtuais amplamente reconhecidas estão sendo identificadas nessa categoria de ativos inativos.
Os especialistas da Forbes ressaltam que os ativos zumbis não desaparecem completamente, mas permanecem ativos devido à intensa atividade de negociação nos mercados de criptomoedas e ao considerável volume de investimentos atraídos durante o seu lançamento. Além disso, a falta de disponibilidade para vender esses ativos digitais sem possuí-los dificulta ainda mais o processo de se desfazer deles. O termo "blockchains zumbis" refere-se a projetos de blockchain que, embora ainda estejam em funcionamento, carecem de evidências de utilidade real ou de uma base significativa de usuários.
A XRP é mencionada como uma das criptomoedas listadas como zumbis, ocupando o oitavo lugar em capitalização de mercado. A Forbes incluiu este ativo digital nesta categoria devido aos desafios enfrentados pelo blockchain XRPL em competir com o sistema de pagamento tradicional SWIFT, resultando em receitas abaixo das expectativas para a Ripple.
Além disso, algumas das chamadas "Ethereum killers", como Tezos (XTZ), Algorand (ALGO) e Cardano (ADA), foram categorizadas como ativos zumbis. Apesar de suas tecnologias avançadas, essas redes blockchain não conseguiram superar a popularidade da Ethereum, resultando em uma falta significativa de adoção pela comunidade de criptomoedas.