Os legisladores dos EUA aumentaram as tarifas sobre as exportações da China, desencadeando uma resposta indignada de Pequim. O Ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, classificou o aumento unilateral das tarifas dos EUA como "intimidação e imprudência no mundo moderno".
Essa decisão ultrajante sugere uma perda de confiança por parte de Washington. Segundo Wang Yi, o protecionismo não resolverá os problemas econômicos dos EUA, mas prejudicará as cadeias de suprimentos estabelecidas. Ele alertou para o perigo que essa política representa para as cadeias de produção internacionais, acrescentando: "Parece que algumas pessoas nos Estados Unidos perderam o bom senso. A política externa dos EUA visa apenas a manutenção da hegemonia unilateral".
Em 14 de maio, entrou em vigor um pacote de tarifas mais altas sobre as importações chinesas, com aumentos variando de 25% a 100%, dependendo da categoria. As tarifas mais altas foram impostas a produtos como carros elétricos fabricados na China (100%), bem como seringas e agulhas (50%). A Casa Branca justificou essas medidas como resposta às "práticas comerciais injustas" da China, que visam impulsionar seu crescimento à custa do fornecimento global de produtos mais baratos.
Além disso, Joe Biden acusou as autoridades chinesas de envolvimento em captura fraudulenta de mercado por meio de espionagem cibernética. Nesse contexto, a Casa Branca defende uma postura mais dura no comércio com a China, alegando "riscos inaceitáveis para a segurança econômica" dos EUA.
As declarações provocaram uma forte reação na China, que rotulou os esforços para restringir as exportações para os EUA como "protecionismo clássico". Fu Bingfeng, secretário-geral da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, considerou a preocupação com o suposto excesso de capacidade na produção chinesa, que supostamente ameaça a segurança nacional dos EUA, como "extremamente irracional".