Com o mercado global se recuperando da recente queda e enfrentando novas incertezas, o clima de apreensão é palpável.
O índice CBOE de volatilidade, popularmente conhecido como "índice do medo" e um dos principais termômetros de ansiedade em Wall Street, disparou para 65 pontos. Esse patamar não era visto desde março de 2020, quando a pandemia de COVID-19 estava em seu auge.
Em março de 2020, o mesmo índice atingiu um recorde de 85,47 pontos, impulsionado pelas medidas emergenciais do Federal Reserve. Agora, o cenário de instabilidade global fez o índice subir rapidamente para 65 pontos, uma alta significativa em comparação aos 17 pontos registrados apenas uma semana antes. Posteriormente, ele se ajustou para 42 pontos.
Especialistas atribuem a recente turbulência no mercado de ações às saídas de capital dos Estados Unidos, que desencadearam uma onda de vendas no mercado japonês e provocaram um efeito dominó.Na semana passada, as ações nos EUA sofreram perdas consideráveis: o S&P 500 caiu 4,27%, o Dow Jones recuou 2,72% e o Nasdaq Composite registrou uma queda de 6,35%. No Japão, o impacto foi ainda mais severo, com o SoftBank Group, o maior investidor em tecnologia do mundo, vendo suas ações despencarem quase 19% em um único dia.