A dívida nacional dos EUA está crescendo de forma acelerada, levantando preocupações sobre suas possíveis repercussões no futuro. Ela superou recentemente a marca dos US$ 35 trilhões e não dá sinais de desaceleração. Desde janeiro de 2024, a dívida federal aumentou em US$ 1 trilhão, representando um crescimento anual de US$ 5 bilhões.
Esse marco foi alcançado em 16 de agosto. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, o governo federal agora deve US$ 35,001278 trilhões. Elon Musk, CEO da Tesla, comentou em sua plataforma de mídia social X que isso é uma loucura.
Durante os mandatos de Donald Trump e Joe Biden, a dívida nacional dos EUA aumentou mais de 75%. Mas, com as eleições se aproximando, o tema acabou ganhando menos destaque. Mesmo assim, muitos especialistas continuam preocupados com a possibilidade de um aumento ainda maior da dívida.
Durante a gestão de Trump, o governo acumulou quase US$ 8 trilhões em dívidas federais. A administração Biden também enfrentou uma dívida crescente, impulsionada por novos gastos e compromissos de longo prazo.
Na opinião de algumas autoridades, os empréstimos são imprudentes e incessantes, mas parece que os responsáveis minimizam esses sinais preocupantes e tentam mostrar que tudo está sob controle.
A dívida nacional foi discutida na Convenção Nacional Republicana realizada no início de agosto, e analistas estão otimistas e esperam mudanças positivas nas próximas semanas, quando o Partido Democrata se reunir em Chicago.
Nos últimos anos, o governo dos EUA adotou várias medidas para reduzir o déficit orçamentário. Como resultado, a dívida nacional estabilizou-se em 120% do PIB, abaixo do pico de 125% em 2020.
No entanto, os especialistas estão preocupados, pois a relação dívida/PIB de 120% é um nível não visto desde a Segunda Guerra Mundial. Além disso, o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) prevê um aumento dos custos com juros, e suas projeções sugerem que a dívida dos EUA pode chegar a 166% do PIB até 2054. Notavelmente, no início de 2024, os gastos com o serviço da dívida nacional superaram os gastos militares.