O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir o preço do petróleo para US$ 50 por barril, apresentando uma estratégia que inclui assumir influência direta sobre a estatal venezuelana PDVSA. Segundo o The Wall Street Journal, os EUA estudam obter participação na gestão da companhia e comprar, para revenda, uma parcela relevante da produção venezuelana — inclusive por meio de joint ventures com a Chevron.
O plano ambicioso de Trump pressupõe uma reconstrução em larga escala da infraestrutura petrolífera da Venezuela, com investimentos estimados em cerca de US$ 100 bilhões. O controle operacional sobre o maior exportador de petróleo da América Latina permitiria aos Estados Unidos ampliar a oferta global e exercer pressão baixista sobre os preços internacionais. Trump destacou que, neste momento, a prioridade americana seria a recuperação da infraestrutura do país, e não uma intervenção direta em sua política interna.
A estratégia segue uma lógica econômica básica: aumentar a oferta de petróleo no mercado global tende a reduzir os preços e sustentar a demanda dos consumidores nos EUA. No entanto, sua implementação depende de fatores críticos, como a estabilidade política venezuelana e a disposição das grandes petrolíferas americanas de retornar a um país marcado por um histórico de nacionalizações e insegurança jurídica. Além disso, a meta de US$ 50 por barril está bem abaixo dos níveis atuais de mercado e exigiria uma expansão significativa da produção, algo que dificilmente ocorreria no curto prazo.