Em 2026, espera-se que o crescimento econômico da zona do euro seja significativamente mais fraco do que o previsto anteriormente. Segundo a Bloomberg, os principais analistas foram obrigados a revisar para baixo suas projeções macroeconômicas em razão do agravamento das tensões geopolíticas e da retomada das hostilidades no Oriente Médio. A previsão consensual atualizada aponta agora para um crescimento de apenas 0,5% da economia do bloco neste ano, abaixo da estimativa de 0,7% divulgada em junho. Os economistas também revisaram para baixo as projeções de crescimento para 2028, citando o caráter prolongado dos desafios emergentes.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, enfatizou que o futuro econômico da região está agora diretamente ligado aos desdobramentos da crise no Oriente Médio. A dirigente da autoridade monetária alertou para o aumento dos riscos de estagnação decorrentes de interrupções no abastecimento de energia. Esses choques logísticos podem resultar em um período prolongado de preços elevados dos combustíveis, o que inevitavelmente reduziria as receitas das empresas e o poder de compra das famílias europeias, desacelerando, assim, a atividade de consumo.
A dimensão do problema é ilustrada pelos dados de maio: os preços dos combustíveis automotivos e dos lubrificantes na União Europeia aumentaram 20,7% na comparação anual. Essa alta afetou de forma particularmente severa diversas economias do bloco. Na Bulgária, por exemplo, os preços dos combustíveis dispararam 33,9%, seguidos por Luxemburgo (32,2%), Lituânia (30,8%) e Romênia (30,4%), impondo uma pressão social e econômica adicional sobre esses países.