O primeiro-ministro da China, Li Qiang, defendeu o fortalecimento das políticas de estímulo anticíclico e uma avaliação abrangente da atual situação da economia chinesa diante dos sinais de desaceleração do crescimento do PIB. As declarações foram feitas nesta segunda-feira durante um encontro com economistas e empresários, segundo a emissora estatal CCTV.
Li Qiang ressaltou a importância de uma abordagem objetiva: o governo deve reconhecer os avanços da economia, mas também identificar com clareza e enfrentar os desafios ainda existentes. As declarações antecedem a divulgação dos dados oficiais do PIB do segundo trimestre de 2026, um dos indicadores mais aguardados pelos mercados.
De acordo com estimativas de analistas, a economia chinesa deverá crescer 4,5% no segundo trimestre, abaixo dos 5,0% registrados entre janeiro e março. Caso a projeção se confirme, o resultado ficará no limite inferior da meta oficial de crescimento do governo para este ano, estabelecida entre 4,5% e 5,0%.
O premiê destacou que o desempenho da economia na segunda metade do ano será decisivo para o cumprimento das metas anuais. Entre as prioridades, ele citou a necessidade de manter a consistência estratégica do desenvolvimento, estabilizar o mercado de trabalho e adotar medidas capazes de impulsionar a demanda do consumidor doméstico.
Para sustentar o ritmo de crescimento, Li Qiang defendeu o uso eficiente dos instrumentos de política econômica já disponíveis e a rápida elaboração de novas medidas de apoio governamental. Agora, a atenção dos investidores se volta para a reunião do Politburo, prevista para o fim de julho, quando poderão surgir indicações sobre novos estímulos que orientarão a política econômica chinesa no restante do ano.
Ainda assim, a expectativa predominante entre os analistas é de que Pequim evite medidas de estímulo mais agressivas, recorrendo a elas apenas caso o crescimento do PIB desacelere para um nível considerado criticamente baixo.