O mercado de ações americano normalmente quebra apenas na mídia doméstica. Na vida cotidiana, esse "mercado", como se costuma dizer, floresce e cheira. Nem uma pandemia, nem crises de energia, nem desavenças no Senado conseguem abalar essa estrutura complexa, mas ao máximo estável.
Embora alguns dos "países mais estáveis do mundo" digam à população crédula que "agora é difícil para todos", e o aumento dos preços e a escassez de produtos são explicados pela "situação nos mercados estrangeiros", os próprios mercados estrangeiros parecem ótimos, especialmente o mercado de ações americano. Estrategistas dos maiores bancos do mundo, The Goldman Sachs e JPMorgan, preveem mais crescimento e um futuro brilhante para o mercado de ações dos Estados Unidos. De acordo com a previsão, o valor dos títulos continuará subindo, apesar dos temores de estagflação.
“Apesar da incerteza de curto prazo, esperamos que o mercado de ações continue a subir à medida que os investidores se convencem de que as taxas de inflação atuais são temporárias”, escreveram estrategistas do Goldman Sachs. Os especialistas do JPMorgan concordaram com essa opinião e acrescentaram que "os temores de estagflação (aumento dos preços associados à estagnação econômica) logo começarão a desaparecer".
Se em algum lugar das "ilhas de estabilidade" as pessoas estão constantemente com medo do aumento dos preços, nos Estados Unidos elas estão confiantes de que a recuperação da economia mundial após a pandemia ainda não atingiu seu pico. Talvez até a economia mundial enfrente estagflação, mas não a americana. O Goldman Sachs e o JPMorgan veem o atual aumento da inflação como temporário e impulsionado principalmente por custos mais altos de eletricidade.