A União Europeia e os Estados Unidos concordaram em estabelecer uma "aliança de metais" com o objetivo de mitigar os efeitos da produção subsidiada da China nos mercados globais, como parte das discussões comerciais em andamento, anunciou na segunda-feira o Comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic. Após negociações abrangentes, ambas as partes reconheceram um desafio comum enfrentado pelas suas indústrias de aço e alumínio. O acordo permite que os produtores de metais da UE tenham acesso ao mercado dos EUA sem tarifas ou com tarifas reduzidas, através de um sistema de cotas, substituindo as tarifas de 50% implementadas pelo Presidente Trump. Os detalhes específicos deste sistema ainda estão em desenvolvimento. "Ficou muito claro que, no que diz respeito a aço e metais, não somos o problema um do outro", comentou Sefcovic. Ele caracterizou o acordo como uma "clara perspectiva de ação conjunta" envolvendo aço, alumínio, cobre e produtos relacionados. Esta iniciativa destaca uma estratégia mais ampla para enfrentar a supercapacidade industrial da China e os "subsídios ilegais", questões também destacadas na Cúpula UE-China e na recente reunião do G7, onde preocupações sobre desequilíbrios econômicos globais foram discutidas proeminentemente.