O real brasileiro enfraqueceu para mais de 5,60 em relação ao dólar americano, marcando seu nível mais baixo desde o início de junho, após uma ordem executiva inesperada do Presidente Trump. Essa ordem aumentou as tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras para 50%, eliminando quaisquer expectativas de um alívio negociado. As tarifas mais elevadas devem afetar negativamente a competitividade e as margens de lucro dos setores de agronegócio, manufatura e aeroespacial do Brasil. Essa medida introduz significativa incerteza nas cadeias de suprimento e nas políticas, aumenta o potencial de medidas protecionistas recíprocas, e representa uma ameaça ao investimento estrangeiro e à diversificação de comércio que o Brasil necessita para resiliência econômica. Paralelamente, o dólar americano atingiu altas próximas de dois meses, impulsionado por um desempenho anualizado de 3% do PIB no segundo trimestre, dados fortes de emprego e a orientação do Federal Reserve de que as taxas de juros permanecerão inalteradas até o final do ano. Enquanto isso, o banco central do Brasil, conhecido como Copom, parece pronto para manter a taxa Selic em seu pico de duas décadas de 15%, apesar da inflação em queda e da confiança empresarial enfraquecida, oferecendo um alívio limitado.