O índice do dólar caiu abaixo de 99 na quarta-feira, marcando seu segundo dia consecutivo de perdas. Essa queda ocorreu após os comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que apontaram para um enfraquecimento do mercado de trabalho e aumentaram as expectativas de reduções iminentes nas taxas de juros. A paralisação contínua do governo federal agravou essas pressões ao interromper a divulgação de dados econômicos vitais, tornando a previsão econômica ainda mais incerta. O sentimento atual do mercado está quase certo quanto a um corte de um quarto de ponto na taxa este mês, com outro esperado em dezembro, além de mais três cortes projetados para o próximo ano.
Além disso, o dólar enfrentou pressão descendente devido ao aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China, após a ameaça do presidente Donald Trump de impor um embargo ao óleo de cozinha em resposta ao boicote da soja chinesa. Por outro lado, o euro ganhou força depois que a França sugeriu pausar reformas significativas nas pensões. Simultaneamente, o iene se valorizou à medida que os negociadores desfizeram posições associadas à "troca Takaichi."