O rendimento dos títulos do governo brasileiro com vencimento em 10 anos caiu abaixo de 13,5%, alcançando seu ponto mais baixo em quase um ano. Essa queda está alinhada com a redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, o que diminuiu o parâmetro global livre de risco e permitiu a redução das taxas de longo prazo em mercados emergentes. Investidores estão aproveitando para obter retornos mais altos. No Brasil, a taxa Selic do banco central permanece elevada em 15%, com autoridades indicando uma pausa longa em mudanças e sugerindo que qualquer redução nas taxas será gradual. Essa abordagem mantém uma considerável margem de política e aumenta a atratividade dos títulos de longo prazo do Brasil para portfólios focados em retornos. Além disso, a redução nas necessidades de financiamento e a melhora nas expectativas de inflação diminuíram os riscos associados à política futura e ao financiamento soberano. O boletim Focus reduziu as previsões de inflação para o IPCA de 2025, e o investimento estrangeiro direto em outubro foi suficiente para cobrir o déficit em conta corrente do mês. Esses fatores, em conjunto, reduzem o prêmio de risco dos títulos brasileiros.