Os futuros de trigo caíram para aproximadamente $5,10 por bushel, aproximando-se dos níveis mais baixos do mês, principalmente devido a um aumento substancial na oferta global que supera a demanda. Segundo estimativas do USDA, relatadas pela Cepea, a colheita global para a temporada 2025/26 está projetada para atingir um recorde de 842,17 milhões de toneladas, enquanto o consumo é previsto em cerca de 823,9 milhões de toneladas. Esse desequilíbrio deve resultar em maiores estoques finais e em um aumento na relação estoque-uso, efetivamente removendo o prêmio de escassez que anteriormente sustentava os preços. A situação é ainda mais agravada por fatores regionais, como a abundante e competitiva safra de trigo da Argentina, juntamente com rendimentos quase recordes na área de Constanta Varna Burgas, que estão inundando os mercados de exportação. No Brasil, a redução do consumo interno e das exportações está prestes a elevar os estoques remanescentes a níveis não vistos desde julho de 2019. Embora interrupções climáticas intermitentes e encomendas significativas de importação da Argélia e da Arábia Saudita tenham ocasionalmente fornecido suporte temporário aos preços, a disponibilidade de amplas ofertas de exportação, logística eficiente e a venda cautelosa por parte dos agricultores continuam a limitar os aumentos de preços.