Os contratos futuros de café arábica subiram para aproximadamente $3,55 por libra, recuperando-se de uma recente mínima de quatro semanas de $3,46. Este movimento ascendente é impulsionado principalmente por flutuações nos valores das moedas, dinâmicas da cadeia de suprimentos e padrões climáticos que afetam as principais regiões produtoras de café. Notavelmente, a persistente força do real brasileiro está atuando como um desincentivo para os produtores de café no Brasil, reduzindo seu incentivo para se engajar em atividades de exportação. Analistas observaram que a queda nas exportações de grãos brasileiros projetada para 2025 continua a exercer pressão sobre os preços. De acordo com um relatório da Cecafé datado de 19 de janeiro, houve uma queda de 18,4% nas exportações brasileiras de café verde em dezembro, totalizando 2,86 milhões de sacas. Especificamente, os embarques de arábica caíram 10% para 2,6 milhões de sacas, enquanto os embarques de robusta declinaram dramaticamente 61% para 222.147 sacas. Além disso, a diminuição dos suprimentos da Colômbia tem agravado a situação. Uma análise recente do Itaú BBA sugere que, nos próximos meses, os preços do café provavelmente permanecerão vulneráveis a condições climáticas instáveis—principalmente marcadas por precipitação abaixo da média e calor extremo—bem como ao clima geopolítico predominante.