Os preços do carvão ultrapassaram US$ 117 por tonelada, atingindo seu ponto mais alto em um ano, impulsionados pela demanda robusta para geração de energia, especialmente da China, o maior consumidor mundial. Neste ano, a China planeja comissionar mais de 100 novas usinas termoelétricas a carvão, somando-se às mais de 400 unidades em construção, para atender tanto às necessidades de eletricidade domésticas quanto às demandas de exportação. Como o maior consumidor, produtor e importador mundial de carvão, a China continua significativamente dependente desse recurso para impulsionar sua economia, ao mesmo tempo em que expande rapidamente suas fontes de energia renovável. Esta dependência persiste mesmo com o compromisso de Pequim de começar a reduzir o uso de carvão antes de 2030. A crescente demanda global por eletricidade, alimentada pela proliferação de centros de dados de inteligência artificial e estações de carregamento de veículos elétricos, aumentou ainda mais o consumo de carvão. No lado da oferta, a produção de carvão da Indonésia deve cair para aproximadamente 600 milhões de toneladas este ano, em comparação com quase 800 milhões de toneladas no ano passado, refletindo os níveis reduzidos de importação da China e da Índia.