O dólar canadense enfraqueceu para acima de 1,36 em relação ao dólar americano, recuando das máximas de dezesseis meses que havia alcançado anteriormente. Esse declínio é atribuído a uma combinação de crescimento econômico doméstico mais fraco, queda nos preços do petróleo e um fortalecimento renovado do dólar americano. O impulso dentro da economia canadense diminuiu, evidenciado pelo crescimento nulo do PIB em novembro e uma contração nos setores de produção de bens pela terceira vez em quatro meses, impulsionada particularmente pelos desafios contínuos na manufatura. Essa situação destaca o excesso contínuo de oferta e as pressões inflacionárias contidas, reforçando a crença de que o Banco do Canadá pode se dar ao luxo de ser paciente em vez de adotar uma postura de política monetária mais restritiva. Isso é particularmente relevante à medida que a ociosidade no mercado de trabalho continua a se expandir. Simultaneamente, o suporte externo diminuiu com a queda dos preços do petróleo para abaixo de 60 dólares por barril, impulsionada pela redução do risco geopolítico relacionado às negociações EUA-Irã, enfraquecendo assim os termos de troca do Canadá. Esses fatores são agravados pelo fortalecimento do dólar americano, após a nomeação de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, o que aumentou a demanda por liquidez em USD.