O índice de preços ao consumidor (CPI) básico do Japão, que exclui alimentos frescos, mas inclui energia, subiu 2% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, desacelerando em relação aos 2,4% de dezembro e registrando o ritmo de crescimento mais lento em dois anos. O resultado ficou em linha com as expectativas de mercado e foi consistente com a meta de inflação de 2% do Bank of Japan, reforçando a percepção de que não há necessidade imediata de ajustar a atual política monetária.
O BOJ indicou que os aumentos de preços tendem a moderar ainda mais, refletindo fatores como medidas adicionais de apoio do governo — em especial subsídios para serviços públicos — e efeitos de base após fortes altas de preços um ano antes. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou uma série de medidas fiscais para aliviar a pressão do custo de vida, incluindo propostas para suspender o imposto de 8% sobre alimentos e reduzir os impostos sobre a gasolina. Ainda assim, as autoridades enfatizaram que continuam concentradas na dinâmica subjacente da inflação, e não em influências transitórias ou pontuais.