O Ibovespa subiu 1,4% nesta terça-feira e encerrou em máxima histórica de 191.490 pontos, à medida que os investidores deixaram de lado a volatilidade inicial desencadeada por mudanças na política comercial dos Estados Unidos. Petrobras avançou 2,3%, apoiada pela alta nos preços internacionais do petróleo e por uma perspectiva sólida de geração de caixa, enquanto as utilities tiveram desempenho acima da média, lideradas por COPEL, com alta de 3,1%. O sentimento foi ainda reforçado pelo Boletim Focus, que mostrou a projeção de inflação anual recuando pela sétima semana consecutiva, para 3,91%.
Na ponta negativa, a siderúrgica Gerdau caiu 2,2% após divulgar uma queda de 21% na projeção de lucro líquido para 2025, para R$ 3,4 bilhões. O resultado foi pressionado pelo volume recorde de importações de aço no Brasil, apesar do desempenho robusto na América do Norte. As ações do setor de varejo tiveram desempenho misto, enquanto os investidores avaliavam os impactos da nova tarifa global de 15% dos EUA, mesmo com o real brasileiro se fortalecendo ao maior nível desde maio de 2024. Após o fechamento, as atenções se voltaram para a divulgação de resultados de C&A, GPA e Iguatemi, com o mercado mais amplo ainda sustentado pelas expectativas de possíveis cortes de juros a partir de março.