O índice do dólar subiu para cerca de 99,3 na quarta-feira, estendendo sua alta pelo terceiro pregão consecutivo, à medida que a crescente preocupação com um conflito prolongado no Oriente Médio alimentou expectativas de preços de energia persistentemente mais elevados e de renovadas pressões inflacionárias. Em resposta, os traders reduziram as apostas em cortes de juros de curto prazo pelo Federal Reserve, com os mercados agora antecipando o próximo corte para setembro, em vez de julho, embora ainda sejam projetados dois cortes de 25 pontos-base neste ano. Um suporte adicional para o dólar veio da demanda por ativos considerados porto seguro, já que a guerra EUA-Israel contra o Irã entrou em seu quinto dia, com Israel atacando na terça-feira um prédio onde clérigos haviam se reunido para escolher um novo Líder Supremo. O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que os ataques podem abrir caminho para uma nova liderança iraniana não menos problemática que o regime anterior, ressaltando a trajetória incerta do conflito. O dólar se fortaleceu de forma generalizada, registrando seus maiores ganhos até agora nesta semana em relação ao euro e às moedas antipódias.