O índice do dólar recuou para 99,1 na sexta-feira após um relatório de emprego nos EUA mais fraco do que o esperado intensificar a pressão sobre o Federal Reserve para considerar a retomada dos cortes nas taxas de juros. As folhas de pagamento não-agrícolas surpreendentemente caíram em 92.000 em fevereiro, a maior queda mensal desde outubro. Apesar disso, o dólar ainda acumula alta de cerca de 1,5% na semana, sustentado pela demanda por ativos de refúgio, à medida que o agravamento do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo abalam os mercados financeiros.
A ofensiva conjunta EUA-Israel contra o Irã já entrou em seu sétimo dia, enquanto Teerã respondeu com uma nova onda de ataques com mísseis e drones em todo o Golfo. Acrescentando incerteza geopolítica, o ex-presidente Donald Trump afirmou que deseja ter um papel na escolha do próximo líder do Irã, descartando Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo, como um sucessor improvável.
Os preços mais altos do petróleo intensificaram as preocupações com um ressurgimento da inflação global. Os ganhos mais fortes do dólar nesta semana foram em relação ao euro, destacando a significativa dependência da Europa do petróleo do Oriente Médio.