As ações indonésias recuaram 252 pontos, ou 3,3%, para 7.335 na sessão da manhã de segunda‑feira, ampliando as quedas anteriores e atingindo o nível mais baixo desde meados de julho. O sentimento foi abalado por uma forte liquidação nos futuros dos EUA, à medida que a escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, ameaçando o crescimento global e reduzindo o apetite por risco em toda a Ásia.
Os investidores continuaram a sair de ativos de risco em meio a uma renovação das preocupações com risco soberano, depois de Moody’s e Fitch terem recentemente revisado a perspectiva de crédito da Indonésia para negativa. As pressões de baixa, contudo, foram parcialmente limitadas por dados da China, o maior parceiro comercial da Indonésia: a demanda relacionada ao Ano Novo Lunar levou a inflação ao consumidor ao nível mais alto em três anos em fevereiro, enquanto a deflação nos preços ao produtor diminuiu, atenuando os temores quanto à demanda externa.
No front doméstico, o Bank Indonesia seguiu utilizando colchões externos para impedir que a volatilidade da rupia se transmitisse à inflação e desestabilizasse os mercados financeiros. As perdas no mercado acionário foram generalizadas, lideradas por ações cíclicas, industriais e de transporte. Entre as principais quedas estiveram Aneka Tambang (-7,7%), Vale Indonesia (-6,9%), Bumi Resources (-6,1%), Telkom (-4,1%) e Astra International (-3,7%).