Os contratos futuros de soja subiram para cerca de US$ 12,10 por bushel no início de março, avançando pelo terceiro pregão consecutivo e alcançando o maior nível desde maio de 2024, impulsionados principalmente por um forte rali no óleo de soja. O óleo de soja acumulou alta de mais de 4% depois que interrupções no fornecimento de combustíveis, ligadas ao aumento das tensões no Oriente Médio, elevaram seu uso na produção de biodiesel e alimentaram temores de uma oferta mais apertada de commodities agrícolas. A ansiedade do mercado se intensificou depois que o ministro de Energia do Catar alertou que produtores do Golfo poderiam interromper as exportações em poucas semanas, um cenário que poderia levar os preços do petróleo bruto para perto de US$ 150 por barril. Custos de energia mais altos costumam se refletir nos mercados agrícolas, já que culturas como soja e milho são importantes matérias-primas para biocombustíveis e costumam atrair maiores fluxos de recursos de fundos de commodities. Ao mesmo tempo, os agricultores brasileiros estão colhendo uma safra recorde de soja, um desenvolvimento que pode conter a demanda da China por produto de origem norte-americana, mesmo com as tensões geopolíticas globais mantendo os mercados em estado de alerta.