O rendimento do OAT francês a 10 anos subiu para cerca de 3,63%, o seu nível mais alto desde novembro de 2011, à medida que crescem os riscos de inflação decorrentes do agravamento do conflito no Médio Oriente. Agora na sua segunda semana, sem uma solução clara à vista, a crise está a alimentar receios de perturbações no abastecimento energético global.
Os preços do petróleo ultrapassaram os 100 dólares por barril, impulsionados por cortes de produção de importantes exportadores regionais e pelo encerramento efetivo do Estreito de Ormuz. Estes desenvolvimentos intensificaram as preocupações com uma inflação persistente, impulsionada pela energia, em toda a Europa, levando os mercados a reverem em alta as expectativas de inflação e reforçando a perceção de que o Banco Central Europeu poderá ter de manter uma postura de política monetária mais restritiva por mais tempo.
Vários responsáveis do BCE já alertaram que um conflito prolongado envolvendo o Irão poderá, em simultâneo, pressionar a inflação da zona euro em alta e penalizar o crescimento. Os mercados monetários já incorporam agora dois aumentos completos de 25 pontos base até ao final do ano, face a apenas um esperado na semana passada, estando o primeiro aumento praticamente totalmente descontado até junho.