O euro ampliou sua recente queda, recuando abaixo de US$ 1,15 para o nível mais fraco desde o fim de julho, à medida que o dólar americano se fortaleceu de forma generalizada em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio. Sem sinais de desaceleração do conflito, a moeda comum sofreu pressão adicional com a alta do Brent acima de US$ 100 por barril, ressaltando a vulnerabilidade persistente da Europa: custos de energia mais elevados pioram a balança comercial e pesam sobre o euro. A nova disparada nos preços de energia levou os mercados monetários a precificarem dois aumentos de juros pelo European Central Bank ainda este ano — uma reversão acentuada em relação a apenas um mês atrás, quando não se antecipavam mudanças na política monetária. As atenções agora se voltam para a próxima reunião de política do ECB, em que se espera que a Presidente Christine Lagarde detalhe como o banco pretende proteger a área do euro das pressões inflacionárias desencadeadas pelo conflito. No início desta semana, ela enfatizou que o ECB está preparado para agir a fim de evitar uma repetição do choque inflacionário observado após a invasão Rússia–Ucrânia.