O euro manteve-se estável em torno de US$ 1,15, tentando recuperar as perdas após ter tocado recentemente o seu nível mais fraco desde julho do ano passado. O sentimento de mercado continuou dominado pela escalada das tensões no Oriente Médio, pelos fracos dados de confiança na Alemanha e por uma agenda carregada de reuniões de bancos centrais.
O risco geopolítico permaneceu em forte evidência depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que as operações militares no Irã se estenderiam além desta semana, enquanto autoridades israelenses advertiram que o conflito pode se arrastar por “várias semanas mais”.
No front econômico, a confiança dos investidores alemães despencou em março em meio ao aumento das preocupações de que a alta dos preços possa comprometer a recuperação do país. A deterioração do sentimento acrescentou pressão sobre os formuladores de política às vésperas da reunião do European Central Bank na quinta-feira.
É amplamente esperado que o European Central Bank mantenha as taxas de juros inalteradas, com a presidente Christine Lagarde devendo detalhar como a instituição pretende proteger a zona do euro das pressões inflacionárias ligadas ao conflito. Os mercados futuros de juros agora precificam totalmente uma alta em julho e atribuem uma probabilidade de 85% a um segundo aumento antes do fim do ano.