A prata se manteve acima de US$ 73 por onça na sexta-feira, mas continuou a caminho da terceira queda semanal consecutiva, à medida que a disparada dos preços de energia ligada ao conflito no Oriente Médio alimentou temores de inflação e reduziu as expectativas de cortes de juros. Os custos de energia mais elevados e o agravamento das pressões inflacionárias levaram os investidores ao dólar americano e aos Treasuries, enfraquecendo a demanda por metais tradicionais de porto seguro. O choque no mercado de energia também obrigou os traders a reavaliar as perspectivas para a política monetária após sinais hawkish dos principais bancos centrais. O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas e indicou que cortes são improváveis até que haja evidências claras de alívio da inflação. Da mesma forma, o ECB, o BOJ e o BOE também mantiveram as taxas estáveis, mas adotaram um tom mais hawkish, sinalizando uma inclinação para uma política mais restritiva. Os mercados agora não preveem afrouxamento pelo Fed até 2027 e estão precificando duas altas de juros tanto pelo ECB quanto pelo BOE neste ano, o que reduz ainda mais a atratividade dos metais preciosos.