A prata despencou 5%, para US$ 69,50 por onça, na sexta-feira, encerrando uma brutal queda de 14% na semana, à medida que a escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou os preços de energia e frustrou as expectativas de flexibilização monetária no curto prazo. A onda de vendas se intensificou após relatos de ampliação dos desdobramentos militares dos EUA na região, levando operadores a atribuir uma probabilidade de 50% a uma alta de juros pelo Federal Reserve até outubro e a precificar pelo menos três aumentos adicionais tanto pelo European Central Bank quanto pelo Bank of England em 2026.
O metal já acumula três semanas consecutivas de queda desde os ataques de EUA e Israel ao Irã, pressionado pela alta dos rendimentos dos Treasuries dos EUA, pelo fortalecimento do dólar e por liquidações de posições por parte de investidores para honrar chamadas de margem e cobrir perdas em outros mercados. No início desta semana, os principais bancos centrais — incluindo o Fed, o ECB, o BoE e o Bank of Japan — mantiveram as taxas de juros inalteradas, mas sinalizaram que permanecem preparados para apertar ainda mais a política monetária caso as pressões inflacionárias persistam.