O FTSE 100 prolongou a sua queda para uma segunda sessão nesta sexta-feira, à medida que o apetite pelo risco permaneceu contido e os investidores avaliaram os mais recentes desenvolvimentos nas negociações entre os EUA e o Irão, incluindo a decisão do presidente Donald Trump de adiar o seu prazo para um acordo. O sentimento de mercado manteve-se cauteloso, sem avanços concretos nas conversações e com poucos novos catalisadores, enquanto continuavam a pesar as preocupações com a inflação e a perspetiva de taxas de juro mais altas.
A fraqueza nos setores bancário, energético e de defesa exerceu a maior pressão sobre o índice de referência. HSBC, Lloyds e Barclays recuaram entre 0,5% e 1%, enquanto Shell e BP perderam cerca de 0,5% a 0,7%. Rolls-Royce caiu 1,4% e BAE Systems recuou 0,8%.
Em contraste, AstraZeneca deu algum apoio ao índice, avançando cerca de 3% após divulgar resultados positivos de ensaios de fase três para o seu tratamento de DPOC, tozorakimab. No plano macroeconómico, dados oficiais mostraram que as vendas a retalho no Reino Unido caíram 0,4% em fevereiro, tanto incluindo como excluindo combustíveis, uma queda menor do que a prevista pelos economistas. Apesar do tom cauteloso, o FTSE 100 apresenta um ligeiro ganho na variação semanal.