A libra esterlina foi negociada ligeiramente acima de US$ 1,34, seu nível mais forte desde o fim de fevereiro, e caminhava para um ganho semanal de quase 1,5% em relação ao dólar americano. O foco do mercado continuava na frágil trégua entre os Estados Unidos e o Irã e nas negociações de alto risco marcadas para este fim de semana no Paquistão. Teerã mantinha praticamente um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, provocando a mais severa interrupção no fornecimento global de energia já registrada, ao mesmo tempo em que insistia na inclusão do Líbano em qualquer conversa de paz. Paralelamente, o presidente dos EUA, Trump, adotou um tom ambíguo — inicialmente demonstrando otimismo quanto a um possível acordo e, mais tarde, advertindo o Irã sobre as novas taxas impostas a embarcações que transitam por essa rota marítima vital. No âmbito da política monetária, a disparada dos preços do petróleo reacendeu preocupações inflacionárias e levou os mercados a precificar uma postura mais hawkish do Bank of England, com operadores passando a esperar pelo menos um aumento de juros pelo BoE antes do fim de 2026.