Os contratos futuros de zinco subiram para acima de US$ 3.450, alcançando o nível mais alto desde agosto de 2022 em meio a crescentes preocupações com a escassez de oferta no curto prazo. Os estoques na Shanghai Futures Exchange continuam em queda, sinalizando um reservatório cada vez menor de metal físico disponível, enquanto o fechamento de minas e as interrupções operacionais restringem ainda mais a oferta imediata.
Mesmo assim, a perspectiva de médio prazo permanece mista. A retomada planejada das operações na mina Tara, da Boliden, e o aumento gradual da produção no projeto Kipushi, da Ivanhoe Mines, devem manter o mercado global de zinco em leve superávit, em linha com os dados que indicam que o mercado passou a registrar excedente em janeiro.
Do lado da demanda, as condições continuam em geral favoráveis, com projeções apontando para um crescimento anual em torno de 2%. Ao mesmo tempo, os investidores acompanham de perto os desdobramentos no Oriente Médio, que podem redefinir o quadro macroeconômico mais amplo e, por sua vez, influenciar o sentimento em relação à demanda por zinco.