Os contratos futuros de soja subiram para acima de US$ 11,20 por bushel, tentando se recuperar das mínimas de quatro meses, à medida que o suporte vindo dos preços mais firmes do petróleo bruto e da retomada da demanda chinesa compensou a pressão de um dólar americano mais forte. Na semana passada, o USDA confirmou a venda de 132.000 toneladas de soja americana para a China, para entrega no ano comercial de 2026/27, a primeira compra chinesa divulgada publicamente desde a cúpula de maio.
Os preços também encontraram suporte em cotações mais altas do petróleo bruto depois que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz desacelerou, enquanto as conversas iniciais entre os EUA e o Irã, sob um novo acordo provisório, começaram de maneira turbulenta. As commodities agrícolas costumam acompanhar o movimento do petróleo bruto por causa de seu papel na produção de biocombustíveis, o que vincula a demanda por grãos e oleaginosas aos mercados de energia.
Ao mesmo tempo, o dólar americano permaneceu firme após a reunião do Federal Reserve na semana passada reforçar as expectativas de altas de juros neste ano, tornando as commodities americanas relativamente mais caras para compradores estrangeiros. Em outro front, o excesso de umidade do solo no sul da Argentina atrasou a colheita de soja da safra 2025/26.