A taxa de inflação geral da Rússia acelerou para 6,0% em junho de 2026, ante 5,3% em maio, o nível mais alto desde janeiro e em contraste com a maioria das grandes economias, onde o crescimento dos preços ao consumidor vem arrefecendo após o surto inicial desencadeado pela guerra no Oriente Médio. A inflação da gasolina automotiva atingiu 19,9% no período, refletindo a mais severa escassez de combustível na Rússia desde o colapso da União Soviética. O choque de oferta global decorrente das interrupções das exportações no Oriente Médio foi agravado por uma série de ataques de drones ucranianos a refinarias russas. Ao mesmo tempo, a inflação de serviços permaneceu elevada em 10,6%. Em contraste, a inflação de alimentos foi relativamente contida, em 3,4%, abaixo da registrada em outros setores da economia. Em termos mensais, o IPC russo subiu 0,9%.