Os contratos futuros de óleo de aquecimento nos EUA subiram acima de US$ 4,00 por galão, atingindo o maior nível em dois meses, à medida que o aumento das tensões no Oriente Médio intensificou as preocupações com o fornecimento global de combustíveis refinados. O colapso da trégua entre EUA e Irã e a retomada dos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz alimentaram temores de interrupções nos embarques de combustível oriundos do Golfo Pérsico, enquanto os ataques ucranianos às maiores refinarias da Rússia continuaram a limitar as exportações de diesel. A manutenção sazonal das refinarias, combinada com anos de fechamento de refinarias nos EUA e na Europa, apertou ainda mais as perspectivas de oferta. Esse cenário restrito levou as margens de refino nos EUA a níveis recordes, com o spread de crack do diesel subindo acima de US$ 91 por barril. Embora os estoques de combustíveis destilados tenham aumentado em 4,6 milhões de barris na semana encerrada em 19 de julho, dados da EIA mostraram que os volumes armazenados permaneceram bem abaixo da média sazonal dos últimos cinco anos.