O Índice do Dólar Americano subiu para 100,8, recuperando-se de uma mínima de um mês de 100,5 alcançada em 16 de julho, e se distanciando do recuo nos rendimentos dos Treasuries, à medida que os investidores migraram para ativos mais seguros. As tensões comerciais com a China ressurgiram depois que o presidente Trump acusou Pequim de interferir nas eleições presidenciais dos EUA de 2020. A acusação ameaçou o frágil abrandamento das fricções econômicas desde as reduções tarifárias mútuas do ano passado e agravou os gargalos já existentes no transporte marítimo ligados ao conflito no Oriente Médio. Paralelamente, as tensões comerciais entre a UE e a China também pressionaram a demanda pelo euro.
No front da política monetária, membros do FOMC continuaram a indicar que a persistência de um núcleo de inflação elevado pode justificar um novo aumento da taxa de juros ainda este ano, posição respaldada por dados robustos de vendas no varejo e pelos baixos níveis de pedidos de auxílio-desemprego. Esses sinais hawkish persistiram apesar dos números fracos de inflação em junho e de uma segunda queda consecutiva das expectativas de inflação, conforme reportado pela pesquisa de sentimento do consumidor da University of Michigan.