O peso mexicano enfraqueceu para 17,52 por USD em julho, após ter se fortalecido temporariamente para 17,40 no início do mês, à medida que o aumento das tensões no Oriente Médio estimulou a aversão ao risco nos mercados financeiros globais. Os riscos geopolíticos elevados levaram os investidores a buscar ativos de refúgio, em especial o dólar americano. Ao mesmo tempo, a produção industrial do México recuou mais do que o esperado em maio, com fraqueza disseminada entre os setores, o que adicionou pressão sobre o peso e reforçou preocupações com a desaceleração da economia doméstica. Os preços do petróleo também estenderam seus ganhos à medida que se intensificaram as tensões próximas ao Estreito de Ormuz, ampliando temores de uma inflação impulsionada pela energia. Em contraste, a taxa de inflação anual do México desacelerou para 3,37% em junho de 2026, ante 3,94% em maio, atingindo o nível mais baixo desde dezembro de 2020. A leitura ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, de 3,52%, e permaneceu dentro da banda de tolerância da meta do Banco do México, de um ponto percentual em torno do centro de 3%.