Os contratos futuros de soja subiram acima de US$ 12,10 por bushel, atingindo o maior nível em nove semanas, impulsionados pela retomada da demanda chinesa por suprimentos dos EUA e pela alta nos preços do petróleo bruto. O Brent ultrapassou US$ 90 por barril após o Irã ter alvo navios no Estreito de Ormuz durante o fim de semana e os EUA realizarem a nona noite consecutiva de ataques aéreos, reforçando as expectativas de uma demanda mais forte por biocombustíveis.
O sentimento do mercado foi ainda sustentado por novas compras chinesas, com o USDA reportando vendas privadas para exportação de 340.000 toneladas métricas de soja dos EUA para a China, para entrega no ano comercial de 2026/27. No entanto, dados oficiais de alfândega evidenciaram mudanças em curso nos fluxos de comércio: as importações chinesas de soja dos EUA caíram 20,6% em termos anuais em junho, para 1,27 milhão de toneladas, refletindo os efeitos persistentes das tensões comerciais passadas. Em contraste, os embarques do Brasil aumentaram 13,7%, para 12,08 milhões de toneladas, elevando as chegadas totais de soja à China em junho para o recorde de 13,55 milhões de toneladas.
Agora, os traders aguardam o relatório semanal Crop Progress do USDA, que será divulgado mais tarde nesta segunda-feira, especialmente à luz da recente onda de calor extremo nas principais regiões produtoras dos EUA.